20 de jun de 2016

XIV Astronomia no Parque - Parceria entre Astronomia no Vale do Aço e Parque da Ciência


Nos dias 14, 15 e 16 de junho, o Astronomia no Vale do Aço, em parceria com o Parque da Ciência, da Prefeitura Municipal de Ipatinga, participou do evento "Astronomia no Parque".

O evento contou com observações astronômicas dos planetas Júpiter, Saturno e Marte, além de observação da Lua, em quatro telescópios distribuídos no pátio do Parque da Ciência, anexo do Parque Ipanema, em Ipatinga. As sessões de observação contaram com a presença de alunos de escolas da região e pessoas da comunidade em geral.

Os alunos visitantes também participaram de palestras e oficinas ministradas pelos professores do CEFET-MG Leonardo Gabriel e Sidney Maia, do campus de Belo Horizonte, e Weber Feu, do campus de Timóteo.

Abaixo algumas fotos do evento, capturadas por Warley Souza, monitor do Astronomia do Vale do Aço.


29 de jan de 2016

Ônibus Espacial Challenger: 30 anos do desastre e a homenagem na música por Jean-Michel Jarre

Em 28 de janeiro último, foram completados trinta anos do acidente com o ônibus espacial Challenger. A tragédia vitimou todos os sete tripulantes a bordo, sendo um deles o físico e astronauta Ronald McNair, que seria a primeira pessoa a gravar uma peça musical no Espaço. O solo de saxofone foi composto por McNair em conjunto com o músico francês Jean-Michel Jarre, um dos pioneiros da Música Eletrônica e amigo pessoal de Ron.
Ronald Erwin McNair - o físico e astronauta estadunidense seria o pioneiro na execução de uma peça musical no Espaço (Via: Wikimedia Commons)

O Acidente

O ônibus espacial Challenger explodiu apenas 73 segundos após o lançamento, no dia 28 de janeiro de 1986. A causa foi identificada como uma falha em um anel de vedação de um dos tanques de combustível sólido da nave, o que causou um incêndio seguido de explosão. Na ocasião, seria a décima missão do Challenger e a 29ª do programa norte-americano de ônibus espaciais, e foi o primeiro acidente fatal em voo de uma missão tripulada do programa.

Saxofone de Ron McNair, sintetizadores de Jean-Michel Jarre e o álbum “Rendez-Vous”

O disco Rendez-Vous (expressão em francês que significa algo como “grande encontro”), mais um dos empreendimentos da vanguarda sonora de Jarre, foi lançado três meses depois do acidente, em abril de 1986. O álbum obteve grande êxito comercial no mundo todo, principalmente no Brasil, onde alcançou recordes de vendagem. Coisa rara para nosso cenário musical dos anos 80, onde temas instrumentais e música eletrônica não eram figuras muito presentes no meio popular. A animada faixa Rendez-Vous IV foi exaustivamente utilizada como vinheta de programas de TV e em rádios, se tornando de longe a mais popular do disco e também uma das mais conhecidas do artista em todo o mundo.

O disco todo é uma viagem sonora de constante metamorfose e progressão sonora, e  tem um tom de homenagem não apenas aos astronautas que faleceram no Challenger, mas também a todos os heróis da exploração espacial (humanos ou máquinas, popularmente lembrados ou não).

A faixa que diz respeito ao incidente com o ônibus espacial é a última do disco, denominada “Rendez-Vous VI”, também nomeada como “Ron’s Piece” (em português, “A Peça de Ron”) ou ainda “Last Rendez-Vous”. A composição para sax foi executada em estúdio pelo músico Pierre Gossez.
 
Rendez-Vous - capa frontal. Arte surrealista, como já era tradição de outras capas de discos do Jarre. (Via jeanmicheljarre.com)


O clima melancólico de Rendez-Vous VI se dá pelo início lento, com sons que lembram um movimento de céu estrelado, com as batidas de um coração aparecendo logo em seguida. Juntamente com o solo de sax, Jarre insere uma camada de um timbre suave de sintetizador,  adicionando uma textura onírica ao som. Tudo é pontuado pela cadência tranquila dos batimentos cardíacos ao fundo. Assim segue a música em seus seis minutos de duração, até que as outras camadas sonoras vão se esvaindo lentamente para que o último batimento cardíaco encerre a obra.
Ouça aqui a faixa Rendez-Vous VI

No verso do disco, além de agradecimentos especiais a alguns astronautas e funcionários da NASA que apoiaram o projeto, lê-se dois parágrafos com dedicatórias, abaixo traduzidos:
  • “Esse disco é dedicado a Ron McNair e aos outros seis astronautas que morreram a bordo do ônibus espacial Challenger no dia 28 de janeiro de 1986.”
  • “A PEÇA DE RON: essa peça foi especialmente composta para Ron tocá-la em seu saxofone a bordo do ônibus espacial e se tornar a primeira peça musical a ser executada e gravada no espaço. Ron estava tão animado quanto a essa peça que ensaiou até o último momento. Que a memória do meu amigo, astronauta e artista Ron McNair viva através dessa peça.”
Verso da capa do Rendez-Vous. Clique para ampliar e ler os textos originais (no fim da coluna esquerda). (Via lpcover.wordpress.com)
Comentários do autor: como grande fã da música de Jean-Michel Jarre e música eletrônica em geral, esse álbum certamente está presente na lista dos meus preferidos do gênero. A sonoridade extremamente desenvolvida e imersiva, que está presente no disco todo, aliado a todos os significados por trás das composições, fazem desse disco uma verdadeira obra-prima. As suítes Rendez-Vous II, extremamente sinfônica; e Rendez-Vous V, representação máxima de uma contínua metamorfose sonora, contam incríveis histórias em nossas mentes, mesmo sem pronunciar uma só palavra. Audição obrigatória para os fãs do estilo e do artista.

“Rendez-Vous Houston” - um concerto-tributo

Houston é uma cidade texana famosa por sediar o Centro Espacial Lyndon Johnson, núcleo da NASA responsável por controlar missões de exploração espacial tripuladas, como as missões Apollo e mais recentemente as demandas relativas à Estação Espacial Internacional (ISS).

A cidade também foi palco de um histórico concerto de Jarre, também em abril de 1986, denominado Rendez-Vous Houston. O evento causou muita comoção na população local, principalmente pelo seu propósito de tributo aos tripulantes do Challenger, com uma emocionante performance da faixa Ron’s Piece. A apresentação possui registro no Livro dos Recordes, com 1.5 milhão de espectadores estimados na ocasião.
Vista parcial da cidade de Houston durante o concerto “Rendez-Vous Houston”, com a megalomaníaca estrutura pirotécnica, canhões de luzes, lasers e telões de projeção - artefatos  tradicionais e obrigatórios nos concertos de Jean-Michel Jarre pelo mundo. (Via jeanmicheljarre.com)

Curiosidade: essa não foi a única vez onde Jarre fez referências ao universo da astronomia em obras suas. Seu álbum Metamorphoses, lançado em 2000, também traz uma faixa com o tema. “Hey Gagarin” faz uma homenagem a Yuri Gagarin, cosmonauta pioneiro em orbitar a Terra. Talvez detalharemos essa e outras referências em um futuro próximo!

Por Warley Souza
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Fontes


28 de ago de 2015

Após Lua Azul, nesse sábado teremos uma Superlua

Lua Azul no céu de São Paulo na noite de 31 de Julho.
Foto: Fábio Tito/G1

No dia 31 do último mês tivemos um evento raro, conhecido como “Lua azul”. O fenômeno ocorre, em média, uma vez a cada dois anos e meio, e deve se repetir somente em janeiro de 2018.

Mas por que “lua azul”?
Pra quem observou o céu nesse dia pôde observar que a cor da lua continuou a mesma, não se mostrando azul como muitos esperavam ver. A expressão 'lua azul' nada mais é do que um termo usado para designar a segunda lua cheia do mês. O uso desse termo teve origem de um erro ocorrido em 1946, quando um astrônomo amador publicou um texto em uma revista popular de astronomia dos Estados Unidos afirmando que à segunda lua cheia do mês dava-se o nome de lua azul. Desde então grande parte da comunidade astronômica passou a adotar esse codinome.

Mas os fenômenos lunares não param por aí. Nos próximos três meses teremos bons motivos para olharmos pro astro que embeleza nossas noites. Amanhã, dia 29, começa a temporada de Superluas do ano, que terá continuação nos meses de outubro e setembro.



Você sabe o que é uma Superlua?
Se você está ligado de alguma forma à astronomia, possivelmente já deve ter ouvido falar desse fenômeno. Já que este, diferente do citado anteriormente, ocorre com mais frequência.

Sempre que qualquer corpo celeste atinge sua maior aproximação à Terra, os astrônomos chamam esse momento de perigeu. O perigeu da Lua se dá por volta de 362.600 km da Terra.

A Superlua acontece, tecnicamente, quando ocorre uma Lua Cheia no período entre 24 horas antes ou depois da Lua atingir o seu perigeu. A primeira Superlua, acontecerá nesse dia 29 de agosto. E as próximas no dia 27 de setembro e 26 de outubro.

As Superluas aparentam ser de 12 a 14% maiores e de 25 a 30 vezes mais brilhantes, de acordo com os cientistas. 

Comparação entre uma Lua mais distante e uma “superlua.
(Foto: Blog Mensageiro Sideral)
Portanto, esse evento é um daqueles que não exigem somente o uso de um instrumento para apreciar, basta procurar por um local aberto e observar o quanto quiser. Por isso não se esqueça de olhar para o céu na noite desse sábado para ver um belo espetáculo.

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